A história de Jerusalém: Conheça curiosidades e a Arqueologia dessa cidade histórica

Por <b>Rodrigo Silva</b>

Por Rodrigo Silva

Arqueólogo

Jerusalém é uma das cidades mais antigas do mundo, sendo importante para diversas pessoas ao redor do mundo por uma grande variedade de fatores, sejam eles religiosos, arqueológicos, entre outros. Com tanto tempo de história, essa cidade é conhecida por ser palco de diversos eventos ao longo da história da humanidade, mas mesmo assim reserva curiosidades que fogem do conhecimento da maioria das pessoas. 

 

Continue em nosso texto para saber mais!

 

Onde fica Jerusalém? 

Jerusalém é a capital do atual Estado de Israel, no planalto das Montanhas de Judeia, entre o mar Mediterrâneo e o mar Morto, sendo considerada uma das cidades mais antigas do mundo.

 

Jerusalem
Atualmente, a cidade é a capital de Israel. | Foto: Freepik.

De onde vem o nome Jerusalém?

O nome de Jerusalém não é o nome original da cidade, trata-se de uma versão adaptada para a língua portuguesa. O nome original da cidade no idioma local, hebraico, seria, escrita com caracteres romanos, “Yerushalayim”. A origem da palavra não tem uma explicação certa, mas existem diversas interpretações. 

 

A grande diversidade de interpretações não vai ser contada integralmente nesse texto para preservar o ritmo de leitura, no entanto, vamos citar uma das interpretações: a cidade teria sido nomeada com a combinação de duas palavras, “yerusha” e “shalom”, que traduzidas do hebraico significam legado e paz, respectivamente. Ou seja, o significado de Jerusalém seria o Legado da Paz.

 

Fundação da cidade de Jerusalém

Não existe um consenso sobre quando na história a cidade de Jerusalém surge, então o máximo que se sabe da data de fundação de Jerusalém é que foi por volta de 3.200 a.C., por conta de um artefato encontrado na área da cidade por arqueólogos.

 

A ausência de registros impede que os estudiosos do assunto consigam explicar a história da cidade nesta época, mas no século XX a.C. essa situação se altera, pois Canaã é dominada pelo povo egípcio, e estes deixam registros do contexto do momento. Por esse motivo, anos mais tarde, em 1925, arqueólogos encontram, no Egito, o que seria a primeira menção a Jerusalém, em um vaso de nome “Rushalimum”.

 

Não se sabe ao certo o que ocorreu na cidade dos anos de XVIII a.C. A partir do século XV a.C., Canaã é invadida e dominada por povos da Mesopotâmia, que passam a ter acesso a Jerusalém. Nessa época, surgem alguns movimentos contestatórios opositores ao governo egípcio o que resulta, entre outras coisas, na ocupação de Jerusalém pelos jebuseus.

 

Os Jebuseus governam a cidade até aproximadamente 1.000 a.C, momento em que o povo hebreu do Reino de Israel, liderado pelo seu rei Davi, conquista a cidade.

 

A cidade de Jerusalém dominada por estrangeiros

Nessa época, Davi começa a construção de um templo para abrigar a Arca da Aliança, porém isso só é concluído no reinado de seu filho, Salomão, aproximadamente no ano 950 a.C.

 

Após o reinado de Salomão, Jerusalém passa a ser gerenciada por vários povos: assírios, caldeus e persas. Em um dos conflitos para a conquista de Jerusalém por esses povos, o templo de Salomão, aquele construído para guardar a Arca da Aliança, é destruído.

 

Na época da conquista da cidade pelo povo persa, o templo de Salomão foi reconstruído, apesar de não conter mais a Arca, que foi perdida nas batalhas anteriores. Após isso, os macedônios passam a dominar Jerusalém, situação que só se altera quando o líder macedônio Alexandre, o Grande, morre.

 

No século II a.C., acontecem uma série de rebeliões na região da Palestina, o que leva a dinastia asmoneia ao controle do país. Devido à presença romana nos arredores, eles conquistaram a Palestina em 37 a.C.

 

Nesse momento, ocorrem algumas revoltas de judeus, que resultam em guerras contra o império Romano. O resultado foi a vitória dos romanos, que em seguida expulsaram os judeus de Jerusalém.

 

Jerusalém durante a Idade Média 

O império Romano segue no domínio da região até 476, momento em que o Império Romano do Ocidente cai. Em seu lugar surge o Império Bizantino, que assume o controle de Jerusalém, apenas contestados por sassânidas.

 

Depois disso, Califa Omar lidera o exército do Califado Ortodoxo ameaçando a cidade de Jerusalém. Isso resulta na rendição da cidade e acordos que permitem a coexistência de cristãos e judeus na cidade.

 

Depois de algum tempo, um novo líder assume o governo do Califado, e este promove a perseguição de judeus e cristãos. Nesse momento surge na Europa a ideia da conquista da Palestina, considerando essa a Terra Santa.  Depois disso, o papa Urbano II anuncia o início das Cruzadas, com exércitos compostos de cristãos tentando conquistar Jerusalém.

 

Depois de algumas tentativas, Jerusalém é conquistada pelos cristãos, que ocupam a cidade até a nova reconquista muçulmana. O rei do Sacro Império Romano Germânico tenta um acordo com o então sultão do Egito, visando uma trégua e a devolução de Jerusalém aos cristãos. No entanto, após algumas décadas, a Palestina é invadida por turcos.

 

Arqueologia: alguns artefatos descobertos em Jerusalém

Com tantos anos de história, Jerusalém tem inúmeros artefatos descobertos para nos auxiliar a entender mais do contexto histórico da cidade. Conheça alguns artefatos encontrados:

 

Inscrição de Siloé: Trata-se de um texto encontrado no túnel de Ezequias descrevendo a construção do túnel no século VIII a.C. O túnel foi descoberto no ano de 1838 pelo arqueólogo E. Robinson. A inscrição encontra-se num museu de arqueologia na Turquia.

 

Túnel de Ezequias: trata-se de um aqueduto escavado em rocha embaixo da cidade de Jerusalém, aproximadamente no ano 701 a.C. É reconhecido por conduzir água de Giom até a piscina de Siloé.

 

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Uma resposta

  1. Incrível como Jerusalém tenha passado por tantas transformações ao longo dos séculos e com tantas outras coisas a mais para se descobrir!

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