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O que significa “Eloí, Eloí, Lamá Sabactâni”?

Por <b>Rodrigo Silva</b>

Por Rodrigo Silva

Arqueólogo

Poucas frases nos Evangelhos carregam tanto peso quanto esta: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?” (Marcos 15:34)

 

Traduzida do aramaico, significa: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

 

Essa frase é uma das sete últimas palavras ditas por Jesus na cruz e, sem dúvida, é a mais angustiante e profunda delas. Mas por que o Filho de Deus, que caminhou em total comunhão com o Pai, expressaria um sentimento tão forte de abandono?

 

Vamos entender o que está por trás dessa declaração.

Contexto bíblico da frase

 

A frase aparece nos evangelhos sinóticos, com destaque para o relato de Marcos 15:34:

 

“À hora nona, exclamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni?, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

 

Também é registrada em Mateus 27:46, com a variante “Eli, Eli” — que tem o mesmo significado.

 

É importante saber que essa expressão não é original de Jesus naquele momento. Ele estava citando as primeiras palavras do Salmo 22, um salmo messiânico escrito por Davi séculos antes:

 

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que estás tão longe de me salvar e de ouvir o meu brado de angústia?” (Salmo 22:1)

 

O peso do pecado sobre os ombros do Salvador

 

Naquele momento, pendurado entre o céu e a terra, Jesus carregava o peso de todos os pecados da humanidade. O apóstolo Paulo mais tarde escreveria:

 

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21)

 

É como se todo o lixo moral da história da humanidade — passado, presente e futuro — estivesse agora depositado sobre um só homem. E, por um instante eterno, a santidade absoluta do Pai pareceu esconder o rosto daquele que levava sobre si nossa culpa.

 

Esse momento é chamado por muitos estudiosos de “a grande separação”. Não porque o Pai deixou de amar o Filho, mas porque a comunhão foi afetada pela presença do pecado que Jesus assumiu voluntariamente.

 

Foi um abandono real?

 

Essa é uma pergunta teológica delicada. Jesus realmente foi abandonado pelo Pai?

 

A resposta mais aceita é que Jesus experimentou o sentimento de separação, como todo pecador deveria sentir diante de um Deus santo. Não foi um abandono total, no sentido literal, mas uma sensação real de ruptura espiritual que traduzia a profundidade da dor de carregar os pecados do mundo.

 

É o preço da redenção. Deus teve que virar o rosto para o pecado… para que pudesse virar o rosto para nós, cheios de graça.

 

A angústia mais dolorosa de Cristo

 

Jesus foi traído, humilhado, torturado, pregado em uma cruz. Mas nada o fez gritar como naquele momento em que se viu espiritualmente só.

 

Este grito não é o desespero de quem perdeu a fé, mas o eco do preço da salvação.

 

Foi ali que Ele “experimentou a segunda morte” — a separação eterna de Deus — para que nós nunca tivéssemos que experimentá-la.

 

Um cumprimento profético em detalhes

 

O Salmo 22 não apenas começa com o clamor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, mas descreve minuciosamente a crucificação — muito antes desse tipo de execução existir como método romano.

 

Veja algumas expressões desse salmo e sua ligação com os acontecimentos do Calvário:

  • “Transpassaram minhas mãos e os meus pés” (v.16)

  • “Repartem entre si as minhas vestes” (v.18)

  • “Zombam de mim, meneando a cabeça” (v.7)

 

Cristo não apenas citou o Salmo 22. Ele encarnou esse salmo. Ele viveu cada uma de suas linhas na pele, literalmente.

 

Uma palavra que aponta para a ressurreição

 

O que muitos não percebem é que o Salmo 22 não termina em desespero, mas em vitória.

 

Depois do lamento, o salmista profetiza:

 

“Pois ele não desprezou nem detestou o sofrimento do aflito; não escondeu dele o rosto, mas o ouviu quando lhe gritou por socorro.” (Salmo 22:24)

 

É como se Jesus, ao citar o início do salmo, estivesse apontando para todo o seu conteúdo — inclusive o final glorioso, que anuncia o livramento e a salvação para todas as nações.

 

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6 respostas

  1. Rosael Cavalcante Marques neto disse:
    9 de junho, 2025 às 7:51 am

    amém 🙏

    Responder
  2. ALVECI JOSE DA GUARDA disse:
    9 de junho, 2025 às 8:09 am

    Bom dia🌹Acompanho tudo que o Dr. Rodrigo Silva posta, é conhecimento muito importante pra nossa vida, aprendi muito com as explicações do Rodrigo a luz da bíblia e seus conhecimentos em arquivologia, homem e servo ungido por DEUS.

    Responder
  3. Sônia Menezes disse:
    9 de junho, 2025 às 9:20 am

    Eu amo estudar a Bíblia…
    Deus is abençoe grandemente!
    Chorei ao ler que Deus virou o rosto para o pecado…
    Mas, a vitória é nossa pelo sangue de Jesus!…
    Sou Adventista desde 2005.
    Aleluia!

    Responder
  4. Renato Flores do Nascimento disse:
    9 de junho, 2025 às 10:02 am

    Parabéns pelo bom trabalho e por trazer seus ensinamentos sobre as histórias e passagens contidas na bíblia em especial, a vida de Jesus.

    Que Deus abençoe sempre imensamente sua vida 🙏🏼

    Responder
  5. Mariana Fonseca Pereira disse:
    9 de junho, 2025 às 1:27 pm

    Olá boa tarde sou adventista ❤️❤️❤️ o estudo cada vez mais aprendo e agradeço a Deus pela oportunidade de aprender e poder caminhar com ele em direção da verdade e a vida . Obrigada pela mensagem que Deus te abençoe você e sua família 🙏🏻.

    Responder
  6. Aurelina Barros disse:
    16 de junho, 2025 às 9:27 am

    Como é maravilhoso aprender cada detalhe da vida de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO
    DEUS abençoe a todos!
    Obrigada PAI!

    Responder

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