Os selos do Rei Ezequias

Por <b>Rodrigo Silva</b>

Por Rodrigo Silva

Arqueólogo

Na jornada pela compreensão da história antiga de Judá, a arqueologia tem desempenhado um papel crucial ao revelar artefatos fascinantes, como os selos monárquicos do rei Ezequias. Esses selos, divididos em duas classes distintas, permitem estudos valiosos sobre o período em que Ezequias reinou.

O “Prisma de Taylor” ou anais de Senaqueribe, que contêm referências a Jerusalém. | Imagem: The British Museum
O “Prisma de Taylor” ou anais de Senaqueribe, que contêm referências a Jerusalém. | Imagem: The British Museum

A Primeira Classe: Selos Lamelekh

 

A primeira classe de selos, conhecida como “lamelekh” (em hebraico, “pertencente ao rei”), era utilizada para marcar asas de jarros de argila. Esses jarros, provenientes da camada estratigráfica resultante da destruição causada por Senaqueribe, possivelmente continham estoques de alimentos armazenados por ordem de Ezequias, em preparação para um ataque iminente ou como parte da administração das contribuições para o templo, conforme registrado em 2 Crônicas 31:11.

 

Além da marca real, muitos desses selos traziam o nome de cidades como Hebrom, Socó, Zife e Mmst, sugerindo sua origem em Jerusalém. A função desses selos era garantir a autenticidade e impedir a abertura dos jarros sem autorização oficial.

 

A Segunda Classe: Selos em Documentos Oficiais

 

A segunda classe de selos, também encontrada no mesmo estrato, era utilizada para marcar bulas e documentos oficiais pertencentes ao próprio rei Ezequias. Alguns desses selos apresentavam claramente o nome do rei junto com desenhos semelhantes aos encontrados nos jarros de barro, o que evidencia sua autenticidade. Um desses selos, descoberto por Robert Deutsch, trazia a inscrição “pertencente a Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá”.

 

Curiosamente, os selos que pertenciam a indivíduos que se intitulavam “servo de Ezequias” também foram encontrados, alguns em coleções particulares. Esses selos destacavam um símbolo comum: um escaravelho com asas abertas, que era um símbolo do deus Sol do Egito. Essa escolha levanta questões intrigantes sobre a relação entre Ezequias e a simbologia egípcia, sugerindo possíveis influências ou alianças durante seu reinado.

 

A Jornada de Ezequias: De Confiança a Desafios

 

Ezequias é descrito nas Escrituras como um líder que buscava a vontade de Deus, realizando ações retas e verdadeiras perante o Senhor. No entanto, ele também teve momentos de vacilação e desafios, especialmente em sua relação com potências estrangeiras como a Assíria e o Egito.

 

A posição geográfica de Judá, entre a Assíria ao norte e o Egito ao sul, tornava o reino vulnerável às pressões e alianças políticas. Ezequias, inicialmente inspirado por Deus e resistente às pressões externas, acabou buscando alianças humanas, como evidenciado pelo uso de símbolos egípcios em seus selos.

 

O Governo de Ezequias

 

A história dos selos do rei Ezequias oferece uma visão fascinante e complexa de seu governo. Suas escolhas, desafios e momentos de fraqueza refletem as complexidades políticas e espirituais de sua época. Ao explorarmos esses artefatos, somos levados a uma jornada de compreensão mais profunda sobre a história de Judá e suas relações com potências estrangeiras.

 

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