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Mastabas: sua importância no Antigo Egito

Por <b>Rodrigo Silva</b>

Por Rodrigo Silva

Arqueólogo

As mastabas, embora menos conhecidas que as icônicas pirâmides, são estruturas fundamentais na história das práticas funerárias do Egito Antigo. Essas construções retangulares e baixas, com teto plano e feitas inicialmente de tijolos, representavam as primeiras tentativas dos egípcios de criar uma “casa da eternidade” para seus mortos. 

 

Com o tempo, as mastabas evoluíram e se tornaram o modelo para as grandiosas pirâmides que definem a paisagem egípcia até hoje.

mastabas

O que era uma Mastaba?

 

O termo “mastaba” vem do árabe e significa “banco de pedra”, uma referência à forma simples e retangular dessas construções vistas de longe. Para os egípcios, entretanto, a mastaba era conhecida como per-djet, ou “casa da eternidade”. Essas estruturas surgiram como uma solução para preservar os corpos dos mortos em um ambiente seco e protegido, longe dos perigos da natureza e dos saqueadores.

 

Inicialmente, as mastabas eram construções simples, feitas de tijolos e, mais tarde, de pedras. A função principal dessas tumbas era proteger o corpo mumificado do falecido, garantindo que ele pudesse desfrutar da vida após a morte. Com o tempo, as mastabas se tornaram cada vez mais elaboradas, à medida que os ricos e poderosos do Egito Antigo exigiam túmulos mais sofisticados.

 

A função das Mastabas

 

As mastabas serviam como verdadeiras “casas” para os mortos. No interior dessas tumbas, os egípcios incluíam tudo o que acreditavam ser necessário para que o falecido tivesse conforto e prosperidade no além. Os corpos eram cuidadosamente mumificados e colocados em sarcófagos, protegidos na câmara funerária subterrânea. Além disso, as mastabas também possuíam compartimentos onde eram armazenados alimentos, bebidas, roupas e outros objetos valiosos, todos destinados a suprir as necessidades do morto na vida após a morte.

 

Essas tumbas eram compostas por duas partes principais:

 

  1. Área subterrânea: Era a seção mais importante da mastaba, abrigando a câmara funerária onde o sarcófago do morto era colocado. Essa câmara era escavada na rocha e conectada à superfície por um poço vertical, garantindo que o corpo estivesse protegido das adversidades.

 

  1. Seção da superfície: Inicialmente simples, essa área se desenvolveu ao longo do tempo, ganhando mais compartimentos e funções. Um desses compartimentos era o serdab, um nicho oculto onde eram guardadas estátuas do falecido, conhecidas como estátuas ka. Essas estátuas ajudavam a alma a reconhecer o corpo mumificado e a retornar a ele durante a jornada diária no além.

 

A evolução das Mastabas

 

Com o passar dos séculos, as mastabas foram se tornando cada vez mais complexas. Além do serdab, outra característica importante que surgiu foi a “porta falsa”, um elemento simbólico que representava a passagem entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Essa porta, esculpida em pedra e geralmente colocada na parede oeste da capela funerária, era decorada com inscrições que exaltavam as virtudes do falecido e servia como um portal espiritual para que a alma pudesse entrar e sair livremente.

 

A partir da 3ª dinastia, as mastabas começaram a incluir pequenas capelas, onde as famílias dos mortos podiam realizar oferendas e rituais para garantir o bem-estar do falecido no além. Essas capelas eram ricamente decoradas com pinturas e inscrições que mostravam cenas da vida diária e espiritual do morto, reforçando a crença egípcia na continuidade da vida após a morte.

 

Conexão com as pirâmides

 

As mastabas foram precursoras diretas das pirâmides. Enquanto as pirâmides representam o ápice da arquitetura funerária egípcia, as mastabas fornecem o modelo básico que evoluiu para essas estruturas icônicas. Durante o Antigo Império, tanto mastabas quanto pirâmides coexistiram, com as mastabas sendo utilizadas por pessoas comuns e funcionários de alto escalão, enquanto as pirâmides eram reservadas para a realeza.

 

Apesar do surgimento das pirâmides, as mastabas continuaram a ser uma opção popular devido ao seu custo mais acessível. Mesmo as mastabas mais simples cumpriam o propósito essencial de proteger e honrar os mortos, permitindo-lhes usufruir da vida eterna no mundo de Osíris, o deus dos mortos.

 

As mastabas representam um elo crucial na evolução das práticas funerárias egípcias. Essas estruturas, que começaram como simples túmulos retangulares, foram a base para o desenvolvimento das grandiosas pirâmides. Além de proteger os corpos mumificados, as mastabas refletiam a crença dos egípcios na vida após a morte e a importância de preparar o morto para a jornada no além.

 

Sabemos que os temas que fazem referência à morte tinham muita influência no imaginário egipcio, mas nós cristãos não temos essa mesma prática. Ainda assim, é importante saber sobre outras culturas.

 

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Uma resposta

  1. Felipe Chaves disse:
    30 de agosto, 2024 às 9:32 am

    Equipe do Rodrigo Silva; seria imperdível para nós,
    Rodrigo Silva, abordar numa live sobre o estudo da filosofia e sua contribuição para o conhecimento bíblico; e se há como conciliar filosofia e Bíblia. Será de grande valor esse vídeo no surgir no futuro próximo.

    Responder

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